
No dia em que eu conheci o inferno
Descobri que não há fogo nem calor
Era junho, num dia típico de inverno
Era um frio destes que pedem cobertor.
Descobri que não há fogo nem calor
Era junho, num dia típico de inverno
Era um frio destes que pedem cobertor.
No dia em que eu descobri o inferno
Muita gente em encontrei por lá
Por algumas mantia um sentimento terno
Em outras só encontrava coisas más.
No dia em que eu conheci o inferno
Descobri que o amor não é bom sentimento
Tive medo que o instante fosse eterno
E me armei vestindo a máscara do fingimento.
No dia em que eu conheci o inferno
Sorri e gargalhei como há muito não fazia
Enquanto assassinava mil dragões internos
Em meu rosto nenhuma tristeza transparecia.
No dia em que eu conheci o inferno
Eu senti raiva e conheci, de fato, a inveja
Eu quis entender o que não se explica
Eu quis ser aquela que ele corteja.
No dia em que eu conheci o inferno
Comi e bebi contemplando a fartura
Enquanto minha alma se nutria
Da mais pura e completa amargura.
No dia em que eu conheci o inferno
Tive vontade de matar e de morrer
Tive vontade de congelar no frio do inverno
Tive vontade de gritar, de enlouquecer.
No dia em que eu conheci o inferno
Eu quis ir embora, mas fui forte assim
E acabei por descobrir que o inferno
Não está fora, mas dentro de mim.
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